
" Minha realidade"
"Por que ir as nuvens se um dia ela se dissipa e eu caio no chão? Um jardim morto sobre minha cabeça, tento levantar pisando sobre mim mesmo. Meus sonhos viram pesadelos, sepultam-me vivo com a lápide do fracasso. A luz vira escuridão, minha alma nada em prantos, o buraco se fecha e estou sufocado, submerso em minhas ilusões, guiado pela solidão, caminho para lugar algum perguntando se ainda há salvação. Meus pulsos ensanguetados aliviam minha culpa. Dobra-me ao meio o arrependimento, os erros arranham-me o estômago, só consigo pensar em punição, sucumbi-me pelo fracasso, sobmeto-me a melancolia perpétua. Procuro nos outros um motivo para continuar a viver, lutar, acreditar que o mundo não é cinza como na visão de um cão sarnento...Minha inocência é corrompida, minha honra esta manchada, fraco, entrego-me como carniça aos urubus, minha ingenuidade é suja e promíscua...Tudo há de pesar e impossibilitar-me a caminhar. Minha esperança cristalina parte-se em infinitos cristais, só o que me resta é o vazio de minha cela escura. Lanço-me ao lixo mas até as moscas me ignoram. Prendo-me a minha utopia , estou morto para o mundo. Minha aparência lúgubre enoja os olhos que zombam de mim...Sou vítima de minha própria penitência, sou um grão insignificante drente muitos, pisado e ignorado...Sou vítima de minha própria armadilha, fruto de uma nada, sem amor, sem fé..."
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